Como se estima um megalodonte de 24 metros a partir de uma vértebra
A maior vértebra de peixe já registrada reapareceu numa coleção dinamarquesa em 2017 e sustenta a estimativa de 24,3 metros, que supõe isometria.
Ilustração de IA Neste texto — 7 seções, 16 min
- O número que existia só em fotografia2 min
- O que sobrou de vinte vértebras2 min
- A regra de três que produz 24,3 metros2 min
- Faixas de crescimento e quatro respostas para a mesma pergunta2 min
- Um tubarão-frade no lugar onde ficaria o estômago2 min
- O que a mudança de 1989 custou, e o que ela não fez2 min
- O que falta para fechar a conta2 min
- Fontes e leituras complementares12
Em junho de 2026, cinco pesquisadores publicaram na Palaeontologia Electronica a redescoberta de um fóssil que a literatura dava como perdido desde 1989: as vértebras gigantes de Otodus megalodon escavadas em 1978 numa argileira de Gram, no sul da Dinamarca. O que sobrou delas são dois pedaços de centro vertebral e pelo menos 185 fragmentos, e é sobre esse material que se apoiam os números que circularam depois em manchetes do mundo inteiro: 24,3 metros de comprimento, quase um século de vida, 3,6 metros ao nascer. Nenhum desses números foi medido. Todos foram calculados, por caminhos que os próprios autores descrevem como altamente provisórios. Este texto explica como cada um deles é obtido e onde cada um pode quebrar.
O número que existia só em fotografia
A estimativa de que o megalodonte poderia ter chegado a 24,3 metros é de março de 2025 e não saiu de um esqueleto. Saiu de uma comparação entre duas vértebras: uma série razoavelmente completa de vértebras de tronco achada na Bélgica, catalogada como IRSNB P 9893, e uma vértebra dinamarquesa de 23 centímetros de diâmetro que, na ocasião, ninguém conseguia examinar. Ela havia sido descrita por Svend Erik Bendix-Almgreen (1932-2004), o paleontólogo do Museu Geológico de Copenhague que supervisionou as escavações no Mioceno do sul da Jutlândia nos anos 1970, em dois trabalhos de 1982 e 1983 — e, desde 1989, existia apenas como fotografia impressa neles.
O artigo de junho de 2026 é a resposta a esse problema. Ele não anuncia um fóssil novo nem um número novo: anuncia que o fóssil que sustentava o número voltou a estar disponível e que o diâmetro de 23 centímetros — 230 milímetros, calculados a partir de um raio preservado de 115 milímetros — se confirma. É uma diferença sutil e importante. O que mudou não foi o tamanho estimado do animal, e sim a natureza da evidência que o sustenta.
A cronologia importa porque a cobertura de imprensa a embaralhou. O trabalho foi submetido em 21 de fevereiro de 2026, aceito em 14 de maio e publicado em junho; o registro de DOI foi criado em 15 de junho, e os comunicados do Museum Sønderjylland e da Universidade de Aarhus saíram em 28 e 29 de junho. Nada nisso é de agosto.
| Data | O que aconteceu |
|---|---|
| 1978 | As vértebras são escavadas na argileira de Gram, na Formação Gram, do Mioceno Superior |
| 1982 e 1983 | Bendix-Almgreen descreve o material e publica as fotografias; registra cerca de vinte vértebras, de 10 a 23 cm de diâmetro |
| 1988 | Encerra-se a extração de argila no local |
| 1989 | Numa mudança de um depósito para outro, o espécime é gravemente danificado e passa a ser dado como perdido |
| 2017 | B. E. Kramer Lindow localiza e reconhece os fragmentos na coleção do Museu de História Natural da Dinamarca |
| 21 fev. 2026 | O artigo é submetido à Palaeontologia Electronica |
| 14 mai. 2026 | O artigo é aceito |
| jun. 2026 | Publicação, com comunicados institucionais em 28 e 29 de junho |
O que sobrou de vinte vértebras
O espécime catalogado hoje como NHMD 157890 é bem menos do que foi. Bendix-Almgreen tinha diante de si cerca de vinte vértebras associadas, encaixadas em duas concreções achatadas de siderita, com diâmetros entre 10 e 23 centímetros e espessura de 5 a 8 centímetros. O que restou depois de 1989 e voltou a ser catalogado é o seguinte:
- Vértebra I: cerca de um terço da face articular de um dos corpos calcários, com até 5 mm de espessura preservada. O raio de 115 mm é o que sustenta o diâmetro de 230 mm, supondo que o centro fosse circular.
- Vértebra II: raio mensurável de 112 mm, o que dá pelo menos 224 mm de diâmetro e provavelmente não mais que 230 mm. Sua espessura no eixo do corpo é de cerca de 8 centímetros.
- Pelo menos 185 fragmentos pequenos, além de blocos de rocha com moldes naturais de partes das vértebras.
- Um desses fragmentos vem de uma vértebra de raio 4,5 cm, ou cerca de 9 cm de diâmetro, provavelmente a menor que Bendix-Almgreen mediu. Com ele, o espécime representa hoje pelo menos três vértebras.
As duas peças maiores foram tomografadas na Universidade de Aarhus, num microtomógrafo capaz de lidar com objetos grandes: resolução isotrópica entre 0,055 e 0,092 milímetro, tensão de 160 a 170 kVp e cerca de oito horas de aquisição por amostra. Henrik Lauridsen, que fez as varreduras, contou no comunicado da universidade que o processo queimou um cabo e parte do equipamento de raios X. Os conjuntos brutos, de mais de trinta gigabytes cada, ficaram públicos no repositório MorphoSource.
O que justifica o esforço é a raridade. Fora esse espécime, as maiores vértebras calcificadas de condrictes conhecidas no registro fóssil não passam de cerca de 16 centímetros de diâmetro. A maior vértebra registrada de um tubarão-baleia vivo tem cerca de 10 centímetros e veio de um animal de 10 metros; a maior de tubarão-frade medida com confiança tem quase 17 centímetros, de um animal de 8,5 metros. Daí a conclusão dos autores de que NHMD 157890 é a maior vértebra de peixe já registrada empiricamente — e possivelmente a maior de qualquer vertebrado que não seja um tetrápode.

A regra de três que produz 24,3 metros
O mecanismo é mais simples do que a precisão do número sugere.
O ponto de partida é o espécime belga IRSNB P 9893: cerca de 11 metros de coluna vertebral preservada, interpretados como a região do tronco inteira. Para chegar ao comprimento total faltavam uma cabeça e uma cauda, e os autores as tomaram de uma mediana: entre os lamniformes que não são mitsukurinídeos nem alopiídeos, o crânio equivale a 16,6% do tronco e a nadadeira caudal a 32,6%. Aplicados aos 11 metros, esses percentuais dão 1,826 metro de crânio e 3,586 metros de cauda. Somados ao tronco, 16,4 metros.
O segundo passo é a regra de três. A maior vértebra do espécime belga tem 15,5 centímetros de diâmetro; a dinamarquesa, 23. A razão entre elas é 1,484. Multiplicada pelos 16,4 metros, dá 24,3 — que, convertidos, viram tanto os "80 pés" do material de imprensa distribuído pelo museu dinamarquês quanto os "79 pés" que apareceram em manchetes. São 79,7 pés: o mesmo número, arredondado duas vezes.
Onde o cálculo apoia o pé
Vale notar o que esse método não é. Ele não é uma regressão calibrada no tubarão-branco. Esse era o método anterior: em 1996, Gottfried e colegas ajustaram uma função linear entre largura vertebral e comprimento em dezesseis tubarões-brancos viventes e, aplicada ao mesmo espécime belga, ela devolvia 9,2 metros. Os trabalhos de 2024 e 2025 do mesmo grupo argumentam que usar o tubarão-branco como guia subestima o megalodonte, que teria corpo mais esbelto. A estimativa maior não veio de um modelo mais sofisticado; veio de trocar a referência.
O que a conta supõe é isometria: que a relação entre diâmetro vertebral e comprimento total se mantenha constante ao longo do crescimento do animal. Os próprios autores dizem quanto isso vale.
A estimativa maior, de 24,3 m, supõe escalonamento isométrico entre comprimento total e largura vertebral ao longo da ontogenia de Otodus megalodon, uma relação que não foi avaliada empiricamente.
Nenhum intervalo de confiança acompanha os 24,3 metros, e não é descuido. A incerteza dominante aqui não é estatística, e sim estrutural: está na escolha das proporções corporais e no pressuposto de isometria, sobre os quais não há amostra que permita calcular um erro-padrão. É o mesmo problema que aparece sempre que se tenta dimensionar um gigante extinto a partir de um pedaço, como no caso dos polvos gigantes do Cretáceo estimados a partir de mandíbulas fossilizadas.
Faixas de crescimento e quatro respostas para a mesma pergunta
A idade e o tamanho ao nascer saem de outro lugar: das faixas de crescimento na face articular da vértebra, pares de sulco e crista que se depositam à medida que o animal cresce e que a tomografia deixa legíveis. Três problemas se acumulam nesse caminho.
O primeiro é quantas faixas existem. Na Vértebra I, 28 faixas externas são identificáveis. As demais não são: as posições das faixas 1 a 36 foram reconstruídas supondo intervalos constantes, calibrados no espécime belga. Das 65 posições que entram no modelo, portanto, 29 foram observadas e 36 foram construídas.
O segundo é o que uma faixa significa. O método inteiro depende de supor que cada faixa se forma uma vez por ano. Em espécies viventes isso pode ser testado com marcação química e com radiocarbono de origem nuclear, e o resultado não é tranquilizador: há trabalhos documentando subestimação sistemática de idade em tubarões e raias, e há trabalhos que perguntam, no próprio título, se pares de faixas registram idade. Numa espécie extinta, a periodicidade anual não é medida; é adotada.
O terceiro aparece quando se ajusta a curva. Os autores usaram a função de crescimento de von Bertalanffy, a mesma que a biologia pesqueira aplica a estoques de peixes, e a ajustaram de maneiras diferentes ao mesmo material. Os resultados não se parecem entre si.
| Ajuste | Faixas usadas | Comprimento assintótico | Longevidade teórica |
|---|---|---|---|
| Espécime belga, 2025 | as 47 posições de IRSNB P 9893 | 59,2 m | cerca de 527 anos |
| Dinamarquês, completo | as 65 posições, com 36 reconstruídas | 70,6 m | cerca de 425 anos |
| Dinamarquês, só as observadas | a faixa 0 mais as faixas 53 a 64 | 28,0 m | cerca de 96 anos |
| Dinamarquês, contagem alta | a faixa 0 mais 12 faixas tratadas como 72 a 83 | 31,3 m | cerca de 173 anos |
O ajuste adotado é o mais conservador: 28 metros de comprimento assintótico e 96 anos de longevidade teórica. É de onde vem o "quase um século" das manchetes. Mas o número que o fóssil sustenta diretamente é outro, e mais modesto: o animal tinha pelo menos 64 anos quando morreu, porque é essa a contagem de faixas. Noventa e seis anos é o teto de um modelo, não a idade de um indivíduo. O comunicado da Universidade de Aarhus, aliás, faz essa distinção com clareza; boa parte da cobertura posterior, não.
O tamanho ao nascer merece o mesmo cuidado. Os 3,6 metros não saem de um embrião nem de um neonato fóssil. Saem de uma proporção: a 17 milímetros do centro da vértebra há uma mudança de inclinação na superfície articular, interpretada como a marca do nascimento. Dividido pelo raio total de 115 milímetros e multiplicado pelos 24,3 metros, esse raio devolve 3,59 metros. O número ao nascer herda inteira, portanto, a incerteza do número do comprimento. Para efeito de comparação, o mesmo grupo estimava cerca de 2 metros ao nascer em 2021, antes de revisar o comprimento do espécime belga.
Um tubarão-frade no lugar onde ficaria o estômago
O achado mais chamativo do artigo não é uma vértebra: é o que estava na rocha em volta delas.
Peneirando o sedimento — de um bloco de apenas 200 centímetros cúbicos, entre outros —, os pesquisadores recuperaram fragmentos de rastelos branquiais e 75 pedaços de escamas placoides de um cetorrinídeo, a família do tubarão-frade. As escamas medem de 0,4 a 0,8 milímetro. A concentração é alta o bastante para que tudo tenha sido atribuído a um único indivíduo, catalogado como NHMD 1842036, e material adicional apareceu no sedimento imediatamente ao redor da Vértebra II.
A primeira coisa a descartar era a hipótese óbvia: que as vértebras gigantes fossem do próprio tubarão-frade, que também é lamniforme e também fica grande. Três argumentos as separam. A proporção: em cetorrinídeos, o comprimento da vértebra no eixo do corpo é de pelo menos 47% do diâmetro; em vértebras atribuídas a O. megalodon, no máximo 48%; na Vértebra II, cerca de 36%. A calcificação: o corpo calcário dos cetorrinídeos é fino e mal calcificado, a ponto de mal aparecer em radiografia, enquanto o material dinamarquês é denso e sólido. E o tamanho das próprias escamas e rastelos, pequenos demais para um animal com vértebras de 23 centímetros.
Daí vem a hipótese. Vértebras da região mais robusta do tronco ficam logo acima do estômago; se os restos do tubarão-frade estavam entre elas, podem ser o que o megalodonte havia comido. O texto do artigo é cuidadoso na formulação.
Nós levantamos a hipótese de que os materiais de cetorrinídeo representam o conteúdo estomacal do indivíduo de O. megalodon.
Os comunicados são menos cuidadosos. No do Museum Sønderjylland, o coautor Mikael Siversson descreve a mesma leitura como "a primeira documentação para o registro fóssil do megalodonte"; o da Universidade de Aarhus afirma que é a primeira vez que conteúdo estomacal fóssil pode ser ligado diretamente ao animal. A distância entre "nós levantamos a hipótese" e "primeira documentação" é exatamente o espaço onde uma alegação forte costuma nascer — e as duas formulações vieram do mesmo grupo de autores, na mesma semana.
O que a mudança de 1989 custou, e o que ela não fez
A história da perda circulou numa versão mais dramática do que as fontes sustentam, e vale separar as duas.
O artigo diz o seguinte: as vértebras foram escavadas em 1978 e levadas ao Museu Geológico de Copenhague, hoje parte do Museu de História Natural da Dinamarca; em relação a uma mudança, em 1989, de uma instalação de armazenamento para outra, o espécime foi gravemente danificado e foi dado como perdido, deixando para trás apenas os registros fotográficos publicados por Bendix-Almgreen. É tudo o que se afirma sobre o episódio. O comunicado do museu dinamarquês acrescenta um detalhe: o espécime foi retirado do laboratório de pesquisa original depois de publicado e se extraviou.
Três coisas que circularam não estão nessas fontes. O espécime não é descrito como destruído, e sim como gravemente danificado, e parte dele sobreviveu porque alguém a salvou: os agradecimentos registram F. Osbæck por ajudar a salvar os restos das vértebras quebradas em 1989. A mudança também não é descrita como uma transferência para o Museu do Sul da Jutlândia; os fragmentos foram reencontrados na coleção do museu de Copenhague, que é onde estão catalogados. E a redescoberta não é recente: o artigo credita o feito a um atento gestor de coleção da instituição, e os agradecimentos datam em 2017 o momento em que B. E. Kramer Lindow localizou e reconheceu a origem e o valor dos fragmentos, guardados em caixas na coleção.

O que falta para fechar a conta
Sobre o resto, convém ser explícito quanto ao que a fonte primária diz e ao que ela não diz.
O espécime tem cerca de 10,8 milhões de anos: a posição estratigráfica, de 3 a 4 metros acima da base da Formação Gram, corresponde ao Tortoniano inferior. As manchetes arredondaram para 11 milhões. Já a faixa de existência da espécie não está no artigo científico, que diz apenas que os fósseis aparecem em depósitos do Mioceno médio ao Plioceno inicial. Os "15 a 3,6 milhões de anos" vêm dos comunicados institucionais, e a data mais recente tem origem rastreável: um levantamento de 2019 do registro do Pacífico Norte oriental situou a extinção no limite entre o Plioceno inferior e o superior, por volta de 3,6 milhões de anos, com estimativa mediana de 3,51 milhões. O "3,5" que circulou depois é esse número, com um dígito a menos.
Há ainda uma disputa em curso que o próprio artigo trava. A localidade de Gram é o registro de megalodonte na latitude mais alta confirmado por espécime catalogado, a 55,5° N, e os autores a leem como compatível com a ideia de que a espécie atingia tamanhos maiores em águas mais frias, uma regra de Bergmann aplicada ao tubarão. Um trabalho de 2026 na Biology Letters, sobre o registro ibérico, conclui o contrário: não encontra relação entre tamanho corporal e latitude e atribui as diferenças observadas a áreas de berçário localizadas. Os autores do artigo dinamarquês respondem a ele no próprio texto, em termos duros. A questão não está fechada.
E há o que os cinco autores dizem, sem rodeio, sobre o próprio trabalho. Que o modelo de crescimento deve ser visto como altamente provisório. Que a análise se apoia num único indivíduo e descreve, na melhor das hipóteses, o crescimento daquele animal, não o da espécie. Que o exemplar dinamarquês é provavelmente um dos raros valores extremos da espécie, e não o tubarão médio. Que continuam recomendando 24,3 metros como o maior valor cientificamente defensável, não porque o considerem exato, mas porque é o mais alto que sobrevive ao escrutínio.
E que, para ir além disso, é preciso outra coisa: um esqueleto completo ou quase completo, com os dentes associados. Esse esqueleto não existe. Enquanto não existir, o maior predador que já nadou continuará sendo um animal cujo tamanho se conhece por multiplicação — e o número que entra na multiplicação virá de um terço de face articular com cinco milímetros de espessura preservada, que passou 28 anos numa caixa até alguém reparar nele.
Como apuramos: Esta apuração parte do artigo publicado em junho de 2026 na Palaeontologia Electronica e dos comunicados das instituições envolvidas; ela descreve como cada número foi obtido e não afirma que 24,3 metros, 96 anos ou 3,6 metros ao nascer sejam medidas do animal, porque são resultados de modelos que os próprios autores classificam como provisórios.
Fontes e leituras complementares
- Rediscovery of the associated gigantic vertebrae of the extinct megatooth shark, Otodus megalodon, from the Upper Miocene Gram Formation in Denmark, and comments on its paleobiological significance and the maximum possible size of the species. Palaeontologia Electronica, 29(2):a27, jun. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Reassessment of the possible size, form, weight, cruising speed, and growth parameters of the extinct megatooth shark, Otodus megalodon, and new evolutionary insights into its gigantism, life history strategies, ecology, and extinction. Palaeontologia Electronica, 28(1):a12, mar. 2025. Acesso em 7 ago. 2026.
- White shark comparison reveals a slender body for the extinct megatooth shark, Otodus megalodon (Lamniformes: Otodontidae). Palaeontologia Electronica, 27(1):a7, 2024. Acesso em 7 ago. 2026.
- Ontogenetic growth pattern of the extinct megatooth shark Otodus megalodon: implications for its reproductive biology, development, and life expectancy. Historical Biology, 33:3254-3259, 2021. Acesso em 7 ago. 2026.
- Gigantic vertebrae provide new insights into prehistoric giant shark. Aarhus Universitet, Faculty of Health Sciences, 29 jun. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Rediscovery of once-lost super-sized Megalodon vertebrae. Museum Sønderjylland (comunicado no EurekAlert), 28 jun. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Evidence for systemic age underestimation in shark and ray ageing studies. Fish and Fisheries, 19:185-200, 2018. Acesso em 7 ago. 2026.
- Age and growth of sharks: do vertebral band pairs record age?. Marine and Freshwater Research, 69:1440-1452, 2018. Acesso em 7 ago. 2026.
- The Early Pliocene extinction of the mega-toothed shark Otodus megalodon: a view from the eastern North Pacific. PeerJ, 7:e6088, 13 fev. 2019. Acesso em 7 ago. 2026.
- The Iberian fossil record of Otodus megalodon rejects Mediterranean dwarfism and supports nursery use. Biology Letters, 22:20250640, 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Vertebrate Palaeontology collection. Natural History Museum of Denmark, Universidade de Copenhague, consultado em 7 ago. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Megalodon's legendary life revealed by fossil rediscovery. The Conversation (David Hone, Queen Mary University of London), 1 jul. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.