Dois pássaros de marfim de 40 mil anos ampliam o repertório do Aurignacense
Duas figuras de ave em marfim de mamute saíram das camadas do Aurignacense do Hohle Fels, na Alemanha; a menor mede 2 cm e pesa 0,7 grama.
Ilustração de IA Neste texto — 6 seções, 15 min
- Dois pássaros, uma camada, um metro e meio2 min
- Marfim de mamute não é um bloco homogêneo2 min
- A oficina: cinzéis de marfim para trabalhar marfim2 min
- Como se data uma peça sem datar a peça3 min
- O que a camada permite e o que ela não permite2 min
- Três aves em uma caverna, nenhuma nas outras2 min
- Fontes e leituras complementares15
Uma equipe da Universidade de Tübingen apresentou em julho de 2026 duas figuras de ave esculpidas em marfim de mamute, recuperadas das camadas inferiores do Aurignacense na caverna de Hohle Fels, no sudoeste da Alemanha. A menor delas mede dois centímetros de comprimento, um de largura e meio de altura, e pesa cerca de 0,7 grama; a outra, quase completa, pesa cerca de 1,3 grama. As camadas em que estavam são atribuídas a 40 mil anos antes do presente. O que torna as peças interessantes não é o tamanho em si, mas o que essa escala exige de quem trabalha marfim de mamute — e o que uma camada arqueológica permite, ou não, afirmar sobre quem as fez.
Dois pássaros, uma camada, um metro e meio
As duas peças vieram do Hohle Fels, uma caverna de calcário perto de Schelklingen, no vale do Ach, no estado alemão de Baden-Württemberg. Segundo o comunicado da Universidade de Tübingen, publicado em 29 de julho de 2026, a equipe as recuperou nas camadas inferiores do Aurignacense, o conjunto cultural associado à chegada dos humanos modernos à Europa no início do Paleolítico Superior. Uma das figuras está quase completa e representa uma ave em repouso, talvez chocando. A outra mostra uma ave de asas abertas; a asa esquerda quebrou e não pode ser recolada, porque faltam fragmentos.
Os números são pequenos ao ponto de exigir atenção. A ave de asas abertas mede dois centímetros de comprimento, um de largura e meio centímetro de altura, e pesa cerca de 0,7 grama. A ave em repouso pesa cerca de 1,3 grama — a universidade não divulgou seu comprimento. Segundo o comunicado, a peça de asas abertas é a menor obra de arte da Era Glacial já conhecida na região do Patrimônio Mundial, e essa qualificação merece ser mantida: a comparação é regional, não planetária. A maioria das outras figuras da Era Glacial da região mede entre três e nove centímetros.
| Peça | Material | Medida divulgada |
|---|---|---|
| Ave de asas abertas (2026) | Marfim de mamute | 2 × 1 × 0,5 cm; cerca de 0,7 g |
| Ave em repouso (2026) | Marfim de mamute | Cerca de 1,3 g; comprimento não divulgado |
| Vênus de Hohle Fels | Marfim de mamute | 5,97 cm |
| Flauta de osso de abutre-fouveiro | Osso | 21,8 cm |
| Maioria das figuras da região | Marfim e osso | Entre 3 e 9 cm |
As duas aves estavam na mesma camada, mas a cerca de um metro e meio uma da outra. A equipe de Nicholas Conard registra explicitamente que não se sabe se elas saíram da mesma mão ou se foram feitas em gerações diferentes. É uma frase de estratigrafia, não de cronologia, e vale guardá-la para depois.
A descrição está em um artigo de Nicholas J. Conard, Alexander Janas e Mohsen Zeidi publicado nas páginas 46 a 52 do anuário Archäologische Ausgrabungen in Baden-Württemberg 2025, editado pelo Landesamt für Denkmalpflege do Regierungspräsidium Stuttgart em conjunto com a Gesellschaft für Archäologie in Baden-Württemberg. O volume foi apresentado em 28 de julho de 2026 em Esslingen; as figuras foram exibidas como “achado do ano” no dia seguinte, em Blaubeuren. O mesmo artigo trata também de achados do Paleolítico Médio da caverna — o texto não é só sobre as aves.
Marfim de mamute não é um bloco homogêneo
Para entender o que 0,7 grama significa em termos de trabalho, é preciso olhar o material. Uma presa de mamute é feita quase inteiramente de dentina, com uma fina camada externa de cemento e uma pequena capa de esmalte na ponta. Por dentro, túbulos dentinários — microcanais que originalmente conduziam fluido — partem do canal nervoso central em direção à borda. Vistos em corte transversal, eles se abrem como raios de uma roda e organizam a dentina em lamelas radiais finíssimas. A descrição é de Sibylle Wolf e colegas, da Universidade de Tübingen, em estudo publicado no EXARC Journal em 2025.
Essas interfaces são o problema. Elas funcionam como zonas de fraqueza mecânica: a fratura se propaga por ali, e o marfim delamina sozinho com o tempo, sobretudo à medida que perde colágeno. Uma peça arqueológica de marfim tende, portanto, a se abrir por onde a estrutura manda, e não por onde o artesão gostaria. Wolf e colegas descrevem exatamente esse padrão em uma das ferramentas que analisaram: a fratura seguiu a estrutura natural do marfim, ao longo das microlâminas.
- Densidade e tenacidade superiores às do osso e da haste de cervídeo — o que torna o marfim excelente para ferramentas de percussão e pouco tolerante a improviso.
- Lamelas radiais que se comportam como planos de clivagem, guiando por onde a peça vai rachar.
- Perda de colágeno ao longo do soterramento, que aumenta a delaminação e reduz o que chega às mãos do arqueólogo.
- Sensibilidade à temperatura: congelado, o marfim lasca de modo comparável à pedra, e também se estilhaça com mais facilidade.
O último ponto tem base experimental. Wolf e colegas citam o trabalho de Khlopachev e Girya, que lascaram marfim de mamute congelado, recuperado do permafrost siberiano, produzindo lascas de mais de 20 centímetros; e o de Heckel e Wolf, segundo o qual a percussão direta com percutor duro é particularmente eficaz por volta de 18 graus negativos. São resultados de experimentação atual: nenhum deles autoriza dizer que os artesãos do Hohle Fels seguiam um procedimento específico.
O mesmo arranjo de túbulos produz o chamado padrão de Schreger, as linhas cruzadas visíveis em um corte polido. Em 1993, Edgard Espinoza e Mary-Jacque Mann mediram seus ângulos aparentes e encontraram média de 73,7 graus em mamute e 124,2 graus em elefante — diferença suficiente para separar marfim extinto de marfim moderno sem destruir a peça.
A oficina: cinzéis de marfim para trabalhar marfim
O que as ferramentas mostram
Em 2025, Sibylle Wolf, Keiko Kitagawa, Rudolf Walter, Agnes Fatz e Nicholas Conard publicaram um estudo experimental sobre artefatos de marfim biselados do Hohle Fels e do Geißenklösterle, a caverna vizinha. Testaram quatro modos de uso e concluíram que essas peças provavelmente serviam como cinzéis para trabalhar materiais duros de origem animal — inclusive o próprio marfim. A maior das três estudadas mede 217,5 por 35,8 por 24,7 milímetros.
O experimento é instrutivo pelo método. Os pesquisadores escanearam os originais em 3D, imprimiram réplicas e encomendaram cópias em marfim de elefante africano a um entalhador profissional. Depois as usaram, golpeando com um seixo de grauvaque de 750 gramas recolhido no Danúbio. As marcas características de esmagamento nas extremidades apareceram depois de dois a três minutos de uso. É pouco tempo — e é justamente o que torna esse tipo de vestígio tão comum nos sítios.
O que se pode inferir daí sobre as aves não é o tempo de entalhe, e sim a existência de uma sequência de operações antes que a figura começasse a aparecer. Wolf e colegas escrevem que a produção de um cinzel exige planejamento, e reconstroem a cadeia: a presa era provavelmente dividida para extrair um bastão, ou entalhada com um sulco circular profundo e depois quebrada nesse ponto. A técnica de sulco e lasca, comum no Gravetense posterior, não está documentada diretamente no Aurignacense da Suábia — há apenas indícios, como um sulco em uma peça de cemento do Vogelherd e a manufatura da flauta de marfim do Geißenklösterle, que envolveu dividir um bastão ao meio.
Sobre o “tempo disponível”
Nenhuma fonte publica quantas horas custou uma ave de 0,7 grama, e este artigo não vai estimar. O que o registro material sustenta é outra coisa: nos sítios suábios há grandes quantidades de resíduo de marfim, artefatos biselados e cinzéis com as pontas esmagadas, que Wolf e colegas leem como exploração intensa e rotineira do material. Marfim, ali, não era matéria excepcional — a arte saía do mesmo estoque das ferramentas.
Aqui não se arrancou do marfim de mamute apenas uma forma simplificada qualquer de corpo de pássaro.
A frase, dita na apresentação das peças, aponta para o detalhe: a ave em repouso tem olhos redondos bem marcados; a de asas abertas tem bico definido e marcações paralelas nas asas que representam a plumagem. Segundo o comunicado, enquanto a maioria das figuras animais da Era Glacial aparece em postura estática, essas duas mostram comportamentos específicos — o que sustenta a leitura de que houve observação de campo antes do entalhe.

Como se data uma peça sem datar a peça
Aqui está um mal-entendido comum: o carbono-14 não datou essas figuras. O método mede o tempo decorrido desde a morte de um organismo. Aplicado ao próprio marfim, ele responderia quando o mamute morreu — e não quando alguém transformou um pedaço da presa em pássaro. A distinção não é acadêmica: existe literatura dedicada ao uso de marfim já deteriorado como fonte de matéria-prima no Paleolítico Superior europeu, o que significa que o intervalo entre a morte do animal e o entalhe pode não ser desprezível. E datar consome material: não se corta um grama de arte da Era Glacial para saber sua idade.
A idade vem do contexto. Datam-se ossos e carvões da mesma unidade estratigráfica e transfere-se esse resultado ao objeto, com base no argumento de que ele pertence àquela camada. Todo o peso recai, portanto, sobre a qualidade da escavação. A revista Nature, em reportagem de Ewen Callaway publicada em 29 de julho de 2026, descreve o procedimento no Hohle Fels: a equipe escava quadrículas pequenas, de dois a três centímetros de profundidade por vez, e guarda todo o sedimento para peneirar depois em malha fina, com água. Uma das figuras foi identificada quando o sedimento peneirado estava sendo examinado em busca de microfósseis. Na escala de 0,7 grama, esse protocolo é a diferença entre achar e não achar.
Datar essa janela específica é notoriamente difícil, e quem trabalha nela é o primeiro a dizer isso. Em 2008, Nicholas Conard e Michael Bolus listaram no Journal of Human Evolution os motivos: preservação, pré-tratamento e preparo de amostra variáveis levam à falta de reprodutibilidade entre amostras e entre laboratórios; processos biológicos, culturais e geológicos misturam camadas e seus conteúdos; e há indícios de oscilações grandes na produção atmosférica de radiocarbono nesse intervalo. A resposta da equipe foi concentrar o programa de datação em contextos de vida curta e estratigraficamente seguros.
Quatro anos depois, Thomas Higham e colegas redataram o Geißenklösterle e concluíram que as datas anteriores tinham sido afetadas por descontaminação insuficiente do colágeno ósseo; com um protocolo de ultrafiltração, escreveram, o quadro cronométrico ficou bem mais claro. Foi uma correção de método que mudou números publicados sem que nenhum osso novo fosse escavado.
Daí a convivência de duas cifras nesta pauta. O comunicado da Universidade de Tübingen atribui às camadas 40 mil anos antes do presente. A reportagem da Nature diz que a camada aurignacense já foi datada em até 42,5 mil anos. A distância entre os dois números não é erro de ninguém: é a margem com que se trabalha nessa faixa de tempo.
O que a camada permite e o que ela não permite
Voltemos ao metro e meio. Duas peças na mesma camada não são duas peças do mesmo dia. Uma camada arqueológica de caverna é um acúmulo, e os próprios autores que datam essas sequências advertem que processos biológicos, culturais e geológicos misturam estratos e seus conteúdos. Por isso a equipe de Conard deixa em aberto se as aves saíram de uma mão só ou de gerações distintas — não é prudência retórica, é o limite do que a evidência oferece. O mesmo problema aparece em outros sítios da transição entre o Paleolítico Médio e o Superior, como a caverna de Üçağızlı II, no sul da Turquia, onde a leitura das camadas decide o que se pode dizer sobre continuidade técnica.
- Sustentado: as duas figuras são de marfim de mamute, vieram das camadas inferiores do Aurignacense do Hohle Fels e estavam a cerca de um metro e meio uma da outra, na mesma camada.
- Sustentado com ressalva: a ave de asas abertas é a menor obra de arte da Era Glacial conhecida na região do Patrimônio Mundial — uma comparação regional.
- Não sustentado: a espécie representada. A equipe cita lagópodes (Lagopus sp.) como possibilidade, porque restos ósseos desse grupo são frequentes no registro da região, e considera também o tetraz e certas aves de rapina.
- Não sustentado: a função das figuras. Conard levanta talismã individual e símbolo de identidade de grupo como hipóteses, e não escolhe entre elas.
- Não sustentado: que sejam a arte mais antiga do mundo.
Vale insistir no último item, porque o superlativo circula. O comunicado cita Conard falando dos entalhadores “da arte mais antiga do mundo”, e a expressão é defensável em sentido estreito e inutilizável em sentido amplo. Quando publicou a Vênus de Hohle Fels na Nature, em 2009, o próprio Conard escreveu que a figura era um dos exemplos mais antigos conhecidos de arte figurativa — formulação bem mais medida. E em 2024, Adhi Agus Oktaviana e colegas publicaram na mesma revista uma cena pintada em Sulawesi, na Indonésia, datada em pelo menos 51,2 mil anos. Escultura figurativa portátil e pintura rupestre são categorias distintas, com métodos de datação distintos; qual delas “vence” depende inteiramente da definição adotada.
Três aves em uma caverna, nenhuma nas outras
O ponto mais interessante do comunicado talvez não seja o tamanho das peças, e sim uma distribuição. Contando a ave aquática escavada no mesmo lugar há um quarto de século — publicada por Conard na Nature em 2003, onde foi descrita como a mais antiga representação de pássaro então conhecida —, o Hohle Fels passa a ter três figuras de ave. Nos outros três sítios de arte da Era Glacial dentro do Patrimônio Mundial, diz o comunicado, apareceram muitas representações animais imponentes — mamute, leão-das-cavernas, cavalo selvagem — e nenhum pássaro.
A leitura de Conard é que cada sítio carrega uma assinatura própria, com motivos que variavam conforme a oficina de marfim. É uma hipótese razoável, e é também uma inferência a partir de uma distribuição — e distribuições arqueológicas dependem de quanto se escavou e de como. O Hohle Fels vem sendo escavado desde 1977, sob direção de Conard desde 1997. Peneirar todo o sedimento em malha fina, com água, é o tipo de decisão que faz aparecer objetos de um grama. Esta ressalva é do artigo, não uma objeção publicada.
Também há 40 mil anos os pássaros estavam sempre presentes: saudavam o dia com o canto, anunciavam a mudança das estações com a migração, alertavam para o perigo.
As figuras ficam expostas até 4 de abril de 2027 no urmu, em Blaubeuren, a poucos quilômetros da caverna de onde saíram — que integra, desde 9 de julho de 2017, o Patrimônio Mundial “Cavernas e arte da Era Glacial da Suábia”, formado por seis cavernas nos vales do Ach e do Lone, com mais de 50 objetos de arte figurativa e oito flautas atribuídos a um intervalo entre 43 mil e 32 mil anos atrás.
O que continua aberto não é se as pessoas do Hohle Fels esculpiam aves: isso está resolvido. É por que ali, e não nos vales vizinhos; e para que servia uma figura de 0,7 grama. O artigo das páginas 46 a 52 descreve; não conclui. E a pergunta que ele deixa é desconfortável na medida certa: um motivo restrito a uma caverna indica identidade, ou indica apenas que foi ali que se cavou mais fundo?
Como apuramos: Esta apuração parte do artigo de Conard, Janas e Zeidi no anuário Archäologische Ausgrabungen in Baden-Württemberg 2025 e dos comunicados da Universidade de Tübingen e do Regierungspräsidium Stuttgart; ela descreve o que foi medido, escavado e publicado, e não afirma qual espécie de ave está representada, para que serviam as figuras, nem que sejam as obras de arte mais antigas do mundo.
Fontes e leituras complementares
- Hochwertige Funde aus dem Mittelpaläolithikum und zwei aurignacienzeitliche Vogeldarstellungen aus dem Hohle Fels bei Schelklingen, em Archäologische Ausgrabungen in Baden-Württemberg 2025, p. 46-52. Landesamt für Denkmalpflege im Regierungspräsidium Stuttgart / Gesellschaft für Archäologie in Baden-Württemberg, jul. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Zwei Vogelfiguren sind „Fund des Jahres“ aus der UNESCO-Welterbehöhle Hohle Fels. Universität Tübingen e Museum für Urgeschichte und Eiszeitkunst, 29 jul. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Spektakuläre Funde, neue Erkenntnisse: Archäologische Denkmalpflege präsentiert Jahrbuch 2025. Regierungspräsidium Stuttgart, 29 jul. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Innovative Osseous Technologies of the Early Upper Palaeolithic of the Swabian Jura – The Age of Ivory. Wolf, Kitagawa, Walter, Fatz e Conard, The EXARC Journal 2025/2, 6 ago. 2025. Acesso em 7 ago. 2026.
- The History and Significance of the Schreger Pattern in Proboscidean Ivory Characterization. Espinoza e Mann, Journal of the American Institute for Conservation 32(3), p. 241-248, 1993. Acesso em 7 ago. 2026.
- Radiocarbon dating the late Middle Paleolithic and the Aurignacian of the Swabian Jura. Conard e Bolus, Journal of Human Evolution 55(5), p. 886-897, nov. 2008. Acesso em 7 ago. 2026.
- Testing models for the beginnings of the Aurignacian and the advent of figurative art and music: the radiocarbon chronology of Geißenklösterle. Higham et al., Journal of Human Evolution 62(6), p. 664-676, jun. 2012. Acesso em 7 ago. 2026.
- Palaeolithic ivory sculptures from southwestern Germany and the origins of figurative art. Conard, Nature 426, p. 830-832, 18 dez. 2003. Acesso em 7 ago. 2026.
- A female figurine from the basal Aurignacian of Hohle Fels Cave in southwestern Germany. Conard, Nature 459, p. 248-252, 14 mai. 2009. Acesso em 7 ago. 2026.
- New flutes document the earliest musical tradition in southwestern Germany. Conard, Malina e Münzel, Nature 460, p. 737-740, 24 jun. 2009. Acesso em 7 ago. 2026.
- Rotten ivory as raw material source in European Upper Palaeolithic. Steguweit, Quaternary International 361, p. 313-318, mar. 2015. Acesso em 7 ago. 2026.
- Narrative cave art in Indonesia by 51,200 years ago. Oktaviana et al., Nature 631, p. 814-818, 3 jul. 2024. Acesso em 7 ago. 2026.
- 40,000-year-old bird carvings provide clues to how ice age humans flourished. Ewen Callaway, Nature 655, p. 1120-1122, 29 jul. 2026. Acesso em 7 ago. 2026.
- Höhlen und Eiszeitkunst der Schwäbischen Alb. Landesamt für Denkmalpflege Baden-Württemberg. Acesso em 7 ago. 2026.
- Hohle Fels – Ausgrabung. Universität Tübingen, Ältere Urgeschichte und Quartärökologie. Acesso em 7 ago. 2026.